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Calculadora de velocidade de serra de fita

Uma serra de fita não tem rpm para ajustar — o que importa é a velocidade linear da lâmina e a rapidez com que o arco da serra desce. Escolha o material e obtenha os dois valores.

Grátis — uso ilimitado.

Serra de fita: a velocidade é só metade da história

Uma serra de fita não tem fuso nem rpm — a lâmina é um laço longo que percorre uma linha reta, então a sua velocidade de corte simplesmente é a sua velocidade linear, normalmente dada em metros por segundo. Isso torna o lado da velocidade fácil. A parte que decide se uma lâmina dura um mês ou uma tarde é o outro número: com que força o arco da serra desce. O serramento de fita é uma operação de baixa velocidade e muitos dentes, em que dezenas de dentes dividem o trabalho, e a velocidade e a descida precisam combinar com o material em conjunto. Acerte um e erre o outro e você vai continuar comprando lâminas.

A regra dos três dentes, e por que o passo importa mais que tudo

A regra mais útil no serramento de fita: a todo momento pelo menos três dentes precisam estar no corte. Com menos que isso, um dente pode enganchar na borda do material e ser arrancado da lâmina — a causa clássica de dentes arrancados, e isso acontece em segundos, e não aos poucos. É por isso que tubos e perfis de parede fina precisam de um passo fino, enquanto uma barra maciça de 100 mm quer um passo grosso. Dentes grossos em parede fina é o erro a evitar acima de todos os outros. E uma barra maciça não é uma constante: quando a lâmina passa pelo ponto mais largo de uma barra redonda, o comprimento de contato muda ao longo do corte, e essa é uma das razões de o material redondo ser mais agressivo com as lâminas do que o quadrado.

Pressão de avanço: leia o cavaco, e não o manômetro

Os cavacos contam tudo, e contam na hora. Cavacos apertados, enrolados e mornos querem dizer que o avanço está certo — cada dente está tirando uma mordida de verdade. Pó ou farelo quer dizer que os dentes estão esfregando em vez de cortar, o que é avanço de menos, e isso vai encruar o material e cegar a lâmina muito mais rápido do que apertar jamais faria. Cavacos queimados ou azulados querem dizer avanço demais ou velocidade demais. O instinto de aliviar quando um corte vai mal costuma estar errado numa serra de fita: é o esfregar que mata as lâminas. Aumente a pressão até obter cavacos decentes e depois deixe como está.

Amaciar uma lâmina nova, a etapa que quase todo mundo pula

Uma lâmina nova chega com pontas de dente microscopicamente afiadas, que vão lascar se forem carregadas com avanço pleno já no primeiro corte. O amaciamento padrão é fazer os dois ou três primeiros cortes com aproximadamente metade do avanço normal na velocidade correta, o que arredonda muito levemente essas pontas até elas virarem um gume durável. Leva alguns minutos e rotineiramente dobra a vida da lâmina. Pular essa etapa é uma falsa economia que aparece como perda prematura de fio uma semana depois, quando ninguém mais liga um evento ao outro. Marque as lâminas novas para saber quais já foram amaciadas.

Tensão, guias e o corte que sai torto

Se um corte foge ou sai fora de esquadro, a causa é quase sempre mecânica, e não uma velocidade errada. Tensão insuficiente na lâmina deixa a fita torcer sob carga. Guias abertas demais deixam um vão longo sem apoio, então aproxime-as da peça o máximo que o trabalho permitir. Rolamentos de guia gastos, uma lâmina cega de um lado só ou uma peça que não está fixada em esquadro produzem todos o mesmo resultado torto. Perseguir uma barriga no corte mexendo no avanço raramente funciona, porque o problema real é que alguma coisa não está segurando a lâmina onde ela deveria estar.

Refrigeração, escova de cavacos e o material que revida

A refrigeração inundada faz dois trabalhos aqui: leva o calor embora e lava os cavacos para fora das gargantas entre os dentes. Uma garganta entupida de cavaco não consegue receber o cavaco seguinte, então o dente esfrega — a mesma falha do avanço leve demais, chegando por outro caminho. É para isso que serve a escova de cavacos na lâmina, e uma escova ausente ou gasta custa lâminas silenciosamente. O inoxidável merece respeito especial: ele encrua, então um dente que esfrega cria uma camada endurecida que os dentes seguintes não conseguem cortar, e a lâmina perde o fio numa passada só. No inoxidável, principalmente, ande mais devagar do que você acha que deveria e avance com mais firmeza do que parece confortável.

Por que as serras de fita são medidas em metros por segundo

A lâmina é um único laço longo que se move em linha reta ao passar pela peça, então a sua velocidade de corte é a sua velocidade linear — sem diâmetro, sem fórmula de rpm. Serras de fita para metal costumam girar entre 0.5 e 2 m/s, dependendo do material; o avanço (a rapidez com que o arco desce) determina a espessura do cavaco.

Como sei se o avanço está certo?

Observe os cavacos: pó fino significa avanço insuficiente (a lâmina esfrega e perde o fio), cavacos grossos e azulados significam avanço em excesso. O ideal são cavacos pequenos, enrolados e prateados. Os valores aqui são pontos de partida para uma lâmina bimetálica — ajuste com base na forma do cavaco.

Por que o aço inoxidável exige uma velocidade tão mais baixa?

O aço inoxidável endurece por deformação: uma lâmina que esfrega endurece a superfície que deveria estar cortando. Uma velocidade de lâmina baixa com um avanço firme e constante mantém os dentes mordendo abaixo da camada endurecida — e o fluido de corte não é opcional.

Esses valores são seguros para usar diretamente?

São valores iniciais comuns para lâminas bimetálicas. Lâminas com pastilhas de metal duro trabalham mais rápido, e tubos e perfis de parede fina precisam de um avanço mais suave para evitar o arrancamento dos dentes. Siga a tabela do fabricante da lâmina sempre que disponível.

Meus dados são enviados para algum lugar?

Não — isso acontece inteiramente no seu navegador, com JavaScript puro. Nada é enviado.

Esta calculadora oferece um ponto de partida — sempre confira os valores em relação aos limites reais da sua máquina e aos dados do fabricante da ferramenta. Comece com uma passada de teste leve e vá aumentando aos poucos até encontrar o ponto ideal: funcionamento silencioso, sem vibração, sem trepidação da ferramenta (chatter). Fixe bem a peça de trabalho e use os equipamentos de proteção adequados — óculos de segurança, proteção auricular, luvas adequadas ao material e roupas que não fiquem presas nas partes móveis.

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